segunda-feira, 10 de agosto de 2009

BOLERO-BAR

Louis Armstrong
POEMA PARA LOUIS ARMSTRONG

contigo agora no bolero-bar ou em Manhattan é o mesmo:
há pássaros recolhidos dentro de nós caídos das árvores
com folhas muito velhas de alegria e jazz

a morte de Armstrong estremeceu em todas as orquestras
e aqui ficamos de mãos bruscamente amarradas

as prostitutas esta noite inclinaram-se no fundo da
alma e recusam-se desvendadas pelas próprias lágrimas

entretanto as trompetas nas caves de Nova Orleães
endoideceram e ouve-se perfeitamente contra os
nossos rostos Just a Closer Walk

in Bolero-Bar,Edição de Autor, Lisboa, 1974

2 comentários:

  1. Serás realmente tu?
    Anos 1973/74 Posto 6 Alameda - Lisboa
    e Nos bares de Lisboa : Bolero, Fontória , Napoleão, Ritz Club, Barbarela, Cais da Ribeira etc.
    Sou o João, Alentejano de Evora que tem cá os dois livros referidos no assunto
    Se fores o Luís de Sousa Dantas de Ponte de Lima dá um toque
    Um Abraço deste 1974 ou 1975

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  2. Os Livro são pedras verde e bolero que tu me ofereceste em 1974 e 1975

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